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Crítica Jojo Rabbit tem uma mistura perfeita de diversão e drama nos tempos do nazismo

O diretor Taka Waititi mostra o olhar de uma criança fiel as culturas de Hitler em um ambiente que se torna pesado e alegre em sua cabeça

Jojo Rabbit está entre os 9 indicados ao Oscar de melhor filme desse ano. Além disso, já acumula alguns prêmios como: Roteiro adaptado no Sindicado dos roteiristas de Hollywood e de melhor filme no Festival de Toronto em 2019.

Portanto, figura como um dos candidatos a abocanhar algumas estatuetas no Oscar desse ano, são 6 indicações. Entre elas, melhor filme e atriz coadjuvante para Scarlet Johansson.

Qual a história desse filme?

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O enredo nos apresenta a época onde o nazismo vinha com força na Alemanha durante a Segunda guerra mundial. O jovem JoJo (Roman Griffin Davis) embarca em uma espécie de acampamento para crianças e adolescentes para assim adquirirem mais conhecimento sobre táticas militares e se aprofundarem na cultura Hitlerista.

Tal acampamento é comandado pelo capitão Klenzendorf (Sam Rockwell). O filme já nos mostra uma sátira bem divertida ao mesmo tempo em que nos apresenta todo o cenário pesado em que uma guerra e as pessoas que estão em volta se submetem.

Portanto, para dar forças a tudo isso, o pequeno JoJo tem um amigo imaginário, o próprio Adolf Hitler (Taika Waititi), figura que o garoto se espelha como nunca.

Vale a indicação para melhor filme?

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Inspirado no livro O céu que nos oprime da autora Christine Leunens. A história além de satirizar todo o ambiente e a tradição que o nazismo trazia para a cabeça das pessoas como uma espécie de manipulação de mentes, mostra a inocência de uma criança cercada por tudo isso, no mesmo estilo do consagrado A vida é bela (1997).

Ao mesmo tempo em que é fiel a tradição nazista, a trama nos mostra a forma de pensar que os nazistas possuíam sobre os judeus. Ou seja, os tratando como criaturas e assim, estipulando conceitos que na cabeça das crianças se tornam ainda mais grandiosos e perigosos.

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A personagem de Scarlet Johanson é a mãe do pequeno Jojo, e cabe a ela tentar colocar na cabeça do menino, que o mundo não necessita se tornar um ambiente cheio de regras e normas a se seguir a todo momento e tornar o mundo do garoto mais leve, na mesma linha do filme de Roberto Benigni. Uma participação impactante que faz jus a sua indicação.

Jojo Rabbit suaviza os tempos de guerra e ao mesmo tempo nos dá lições e parâmetros de como aqueles tempos afetavam a cabeça da maioria das pessoas.

Um filme que apresenta uma história redondinha e personagens que de certa forma cativam. Apesar de alguns deles serem cegos diante de tudo que estava em volta naquela época e momento. Diverte e tem momentos emocionantes, a indicação é merecida, mas a disputa é de alto nível pelo premio máximo da noite do próximo domingo.

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