Crítica Mestres do Universo - Salvando Etérnia: Poderia Ser Muito Melhor
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Crítica Mestres do Universo – Salvando Etérnia: Poderia Ser Muito Melhor

Para quem é mais velho passando da faixa dos 30 anos, certamente assistiu e muito, a animação que marcou bastante uma geração que passava todos os dias na Globo chamada ” He-Man e os mestres do universo”. Porque marcou? pela tosqueira em alguns momentos na produção do desenho, em vários momentos até repetindo as mesmas cenas, junto com uma ótima trilha sonora, personagens marcantes, uma dublagem sensacional e os conselhos que o He-Man dava ao final de cada episódio, foram peças fundamentais para que o desenho se torne lembrado até hoje.

Tanto que tivemos algumas adaptações pegando desenhos clássicos dos anos 80, como Thundercats que não deram nada certo, porque se distanciavam e muito, do estilo habitual da animação que fez sucesso.

E agora, temos a Netflix com mais uma tentativa, dessa vez trazendo com um traço mais de anime ” Mestres do Universo – Salvando Etérnia”. Dessa vez dividindo em duas partes essa temporada.

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A animação segue o final do clássico, com um primeiro episódio incrível, reapresentando todos os personagens em uma batalha com o vilão Esqueleto, que tenta a todo custo tomar posse do castelo de Greyskull. Tal episódio traz toda a essência da animação clássica, com as piadas no tom certo, os personagens aparecendo em situações que geralmente iriam aparecer e principalmente, pela ação que deixa qualquer um empolgado.

He-Man se sacrifica para impedir que o plano de Esqueleto acabe dando certo, e com isso Teela na verdade se torna a verdadeira protagonista dos episódios seguintes.

Ela era uma das únicas que não sabia da identidade secreta do príncipe Adam e, com a morte do amigo resolve sair de Etérnia e partir em uma jornada solo como uma mercenária. Mas logicamente, algo irá fazer com que ela volte ao local em que nasceu para um novo objetivo e missão.

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Os 4 episódios a seguir mostram Teela recrutando um grupo, que envolve até mesmo vilões como a Maligna para encontrar as duas partes da espada da poder e assim, juntá-la novamente para reaver a magia que foi retirada aos poucos de Etérnia.

A animação é espetacular em seu primeiro episódio, mas que toma outro rumo em seu trama focando em outros personagens, que digamos são menos interessantes que os principais que já estávamos acostumados.

Um dos grandes pontos positivos é a qualidade da animação e as bem feitas cenas de ação, que acontecem a todo momento dentro da temporada. Além disso, todo o visual clássico dos personagens está lá. E algumas das perguntas que até mesmo nos fazíamos em determinadas situações no desenho clássico, são meio que respondidas: “Quem é Greyskull?”, ou até mesmo: “E se alguém impedisse o príncipe Adam de citar toda sua frase de transformação?”.

Em geral, Mestres do Universo – Salvando Etérnia em sua primeira parte nos prepara para uma sequencia ainda melhor, mas quando assistimos esses primeiros 5 episódios, ficamos com a sensação de que faltou algo, se a temporada inteira fosse no estilo do primeiro episódio seria épica.

Mas que deixa coisas de lado, para possivelmente fortalecer na segunda parte. Que aguardamos ansiosamente para assistir.

Nota: 7,5 de 10,0

 

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