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Crítica Pânico- O Filme Mais VIOLENTO Da Franquia

O novo longa já está em cartaz nos cinemas

Quando o estilo de filmes de terror já começava a ficar saturado nos meados dos anos 90, o público já havia visto franquias morrerem e ressuscitarem, como Sexta-feira 13 e Halloween. O diretor Wes Craven trouxe algo para dar um suspiro aos fãs.

Craven que já tinha em seu currículo grandes obras do terror, como: A hora do pesadelo e Quadrilha de sádicos, trouxe em Pânico, não apenas um filme de terror adolescente, mas também uma enorme crítica e análise do gênero e o que ele estava se tornando.

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Um dos grandes legados que a franquia trouxe é justamente não levar a sério em nenhum momento o estilo de filme, e justamente ser uma grande homenagem a todos aqueles já existentes.

Sabemos que o gênero terror tem várias sub-categorias. Uma das mais queridas é a categoria slasher, aquela onde um assassino mascarado vem atrás de suas vítimas.

No primeiro filme de 1996, uma das coisas que mais marcou foi a meta-linguagem, mecanismo utilizado quando os protagonistas começam a debater sobre o próprio filme onde estão inseridos. Ou mencionando, o universo existente de filmes no próprio filme.

Em Pânico, tal artifício é utilizado em todos os seus filmes e mostra que as ações mais burras que todos os personagens de longas de terror fazem, como não sair sozinho ou não fazer sexo serão punidas pelo assassino mascarado, vão ser zoados e colocadas também como importante na história contada.

 Kevin Williamson e Wes Craven, os dois criadores dessa franquia não estão mais envolvidos nesse quinto longa, que teve o número 5 removido, pelo motivo que é explicado durante a trama. Mas a dupla responsável pelo filme Casamento Sangrento, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett., mantém o legado da franquia da melhor forma possível.

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Como é interessante, ver que a franquia vai caminhando com tudo que anda acontecendo atualmente no cinema. 

No primeiro longa, era uma crítica ao estilo saturado de filmes de serial killers. Já o segundo filme, afirmava que sua sequência deveria ser melhor que o original. No terceiro, temos a ideia de que para fechar a trilogia algum elemento do passado deveria retornar. E no quarto filme da franquia é uma resposta as sequências que apenas copiam elementos dos filmes originais, virando um reboot sem grande originalidade.

Já nesse novo filme, o número 5 que é cortado de seu título é explicado da melhor maneira: a onda de filmes, sejam de terror ou não, que não querem fazer um reboot (e causar a ira de seus fãs), mas que querem iniciar uma nova história. Colocando novos personagens, com participações especiais do elenco original e por fim, pegar a trama do primeiro filme (que é sempre o preferido pelos fãs) e continuar dali.

Durante a história, alguns exemplos são colocados como: Star Wars, Halloween e até mesmo o recente Caça- Fantasmas.

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O estilo de diretores como Jordan Peele( Corra) também são mencionados, mostrando que o público pode se divertir com qualquer maneira diferente de ver um filme de suspense/ terror.

Claramente, a nova dupla de diretores traz um suspiro a franquia, focando a sua trama em novos personagens: Sam Carpenter (Melissa Barrera) e sua irmã Tara Carpenter( Jenna Ortega), homenagem ao diretor John Carpenter.

O elenco original está lá (Neva Campbell, David Arquette e Courtney Cox), mas serve como um grande suporte na trama, para que não se repita o que já vimos nos longas anteriores.

Pânico tem tudo que os fãs dos filmes anteriores apreciam: o serial killer e o mistério para descobrir qual sua identidade, as referências ao universo de terror, homenagens ao estilo Wes Craven de direção e muito, muito sangue. O lado comico que marca a franquia também está lá.

Outra grande ponto muito positivo é brincar com a previsibilidade dos longas de terror atuais, os chamados jump-scares. Um dos personagens está em sua casa sozinho e a qualquer momento, a cena dá indício de que o assassino irá atacá-lo naquele momento. Mas ao contrário dos filmes de terror recentes, não existe nada lá. E quando o espectador está mais relaxado, é a partir dai que o verdadeiro horror começa.

Pânico exalta uma bela homenagem à franquia, mostrando que os novos diretores manterão a essência de Wes Craven e Kevin Williamson, sempre de olho no que pode acontecer com o cinema de horror atual e de forma, tal moda pode ser criticada se continuar sempre caindo na mesmice.

Nota: 8,5 de 10,0

Pânico está em cartaz nos cinemas. O filme tem 114 minutos e é classificado com censura 16 anos por conter forte violência sangrenta, linguagem obscena e algumas referências sexuais.

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