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The House Netflix Explicação da Animação, qual a mensagem?

Saiba tudo sobre o filme animado ‘stop motion’ THE HOUSE da Netflix.

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O filme animado The House Netflix chegou com grande sucesso em sua estreia no catálogo. No entanto, existem algumas dúvidas sobre a história.

Por isso, trouxemos a explicação por trás de alguns significados mostrados e talvez você não tenha percebido.

Primeira Parte The House

Situado na era vitoriana nos anos 1800 esse primeiro capítulo narra a história de uma família humilde que vive em uma pequena casa no campo. O protagonista Raymond recebe a visita de sua mãe, uma senhora inconveniente insatisfeita com a posição social e financeira do filho.

Imagem do filme The House Netflix
Imagem do filme The House Netflix

Incomodado com a desaprovação materna, ele exagera na bebida e durante uma caminhada pelo bosque que cerca a propriedade, encontra o que parece ser a resolução para todos os seus problemas.

O misterioso arquiteto o senhor Van Chumbik é estranhamente e lhe oferece uma casa nova em troca apenas da sua antiga.

Raymond, sua esposa Penny e as filhas Mabel e Isabel, se mudam para a mansão.

Pelo menos inicialmente eles ficam encantados com a magnitude da construção. A partir daí a animação passa a discutir uma questão interessante.

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Baseada nas clássicas histórias vitorianos de casas mal assombradas, a mansão apresenta corredores largos e vazios. Um contraste óbvio e aconchegante com a cabana onde a família morava anteriormente.

A primeira observação de Penny sobre azul das paredes conhecida por representar a tristeza em contraposição direta aos tons alaranjados da sua antiga casa. O que representava o conforto e a união familiar.

É importante compreender que em todos os capítulos a mansão é a representação da mente de cada protagonista.

Assim como Carl Jung construiu a torre de Bollingen para representar fisicamente a extensão de sua consciência, aqui a casa também simboliza a mente dos personagens.

E nesse capítulo em especial a troca da casa antiga pela nova representa a mente antes saudável tornando se obcecada por bens materiais.

Algumas cenas são especialmente importantes para a compreensão desse contraste.

Por exemplo, em certo momento Rayman tenta acender a lareira, mas falha em sua missão. Essa cena mostra que morando na mansão aquela família jamais encontraria um lar, já que o fogo da lareira é um símbolo recorrente do lar acolhedor e do amor familiar.

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Imagem The House Animação

Outro exemplo é quando Mabel e Isabel exploram os magnânimo corredores da mansão e nunca encontram escadas.

Uma metáfora de como seus pais estão cada vez mais distantes e obcecados pelos símbolos de poder.

Gradualmente os laços familiares começam a se desfazer. Mas o momento derradeiro ocorre quando a antiga casa é destruída simbolizando o rompimento definitivo entre o lar e a família.

Penny é Raymond encantados pelos bens materiais pelo luxo exacerbado e pelas luzes hipnotizante, vão progressivamente se transformando em mobílias.

Mas pouco antes disso, Raymond só consegue acender a lareira quando usa como lenha seus antigos móveis.

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Imagem Cadeira na animação The House

Ou seja, quando queima seu passado. Ao fazer isso ele se torna definitivamente uma mobília perdendo toda sua humanidade. O que era para ser o fogo caloroso e acolhedor de uma lareira, se transforma em incêndio destrutivo.

Após Raymond queimar a casa de boneca de Mabel, um modelo que curiosamente se assemelha à própria mansão.

Mabel e Isabel conseguem fugir porque são crianças e ainda não haviam sido seduzidas pela impessoalidade barata da vida material. Diferente de seus pais perecendo em razão da obsessão pelos bens materiais, elas conseguem fugir para quem sabe recomeçar as suas vidas em um novo local. Dessa vez um lar de verdade.

Segunda Parte The House

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No segundo capítulo, descobrimos que a mansão conseguiu sobreviver ao incêndio e resistiu à passagem do tempo. Enquanto o primeiro capítulo mostra as diferenças entre uma casa e um lar, este fala sobre a dualidade entre sanidade e insanidade.

O personagem é um rato, justamente para que o telespectador consiga suspender a descrença para interpretar a moral da história de maneira mais metafórica. O protagonista um rato, sem nome tenta restaurar a mansão com a intenção de vendê-la.

Assim como no primeiro capítulo a construção também representa sua mente. Possivelmente ele possui algum transtorno psiquiátrico e a constante necessidade de reparar o local é uma metáfora para sua tentativa de se mostrar são integrados à sociedade. Os insetos representam o próprio transtorno psiquiátrico que lentamente começa a infestar sua mente.

Ele tenta a todo custo exterminá-los, mas não consegue. Quanto mais ele tenta se livrar deles, mais eles infestam a casa.

Além disso, o rato é um personagem solitário, sem família rejeitado pela sociedade por ser estigmatizado como louco e doente.

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Durante todo o capítulo ele tem uma conversa completamente unilateral com seu dentista simulando um relacionamento íntimo como se o sujeito fosse sua namorada. Quando o protagonista sente que a casa está consideravelmente em ordem ele tenta vendê-la, mas sem sucesso.

Os visitantes não se impressionam com a reforma e agem com total interesse e descaso no evento inaugural.

A venda da casa pode se relacionar à tentativa do indivíduo portador de transtorno psiquiátrico de vender uma imagem de que está tudo bem, de que não possui um transtorno.

No entanto, é claro que a maioria dos ratos que visitam a casa não se impressionam, ou seja, é como se a sociedade não acreditasse que o protagonista conseguisse mudar. Os insetos se disfarçam de rato e lentamente vão se instalando na mansão, ou seja, nas profundezas de sua mente.

A crise que o leva ao hospital pode ser encarada como um surto psicótico do qual ele não consegue voltar. A alta do hospital não ocorreu porque ele se recuperou, mas, porque seu quadro piorou.

Os insetos, ou seja, a doença lhe dão uma festa de Boas-vindas um símbolo de que a partir dali ele não mais conseguiria disfarçar seus sintomas.

Por fim, cena final mostra o rato se esquecendo de quem ele é. Cedendo assim à força inevitável de sua doença e revelando a sua verdadeira natureza.

Terceira Parte The House

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A mansão construída no topo da colina que existe até as calamidades do fim do mundo em um cenário pós apocalíptico devastado pela inundação. Esse capítulo também discute outro tópico envolvendo uma interessante dualidade a neurose versos a liberdade.

Rosa a atual proprietária da casa que é agora uma pensão e uma gata obcecada em reformar o local e fazer dele a casa de seus sonhos.

A pensão conta apenas com outros dois inquilinos que nunca conseguem pagar o aluguel de maneira apropriada. Nesse capítulo a mansão sempre cheia de reparos a serem feitos e a representação da mente neurótica, obcecada com frivolidade e incapaz de aproveitar a existência de forma prazerosa.

No início o telespectador é levado a crer que os locatários estão se aproveitando da boa vontade de Rosa.

Mas logo percebemos que eles, na verdade, estão presos ali não havendo sequer a possibilidade de trabalharem para ganharem dinheiro e pagar o aluguel.

E mesmo se tivessem um dinheiro do que adiantaria dá lo para o Souza se aparentemente todo o resto do mundo estava inundado. Como a protagonista iria gastar se estava fisicamente impedida de se deslocar dali Elias e Diego sabem que o Rosa está em negação em relação à situação do mundo.

Eles são seus amigos e compreendem mesmo tendo consciência de que seu propósito vazio de restaurar a casa, funciona apenas como um mecanismo de defesa contra as angústias daquela dura realidade. Eles sabem que precisam sair dali antes que seja tarde demais, e a libertação finalmente chega na forma de Cosmos.

Perceba que eles são o oposto de Rosa enquanto esta é a representação do arquétipo da pessoa sistemática e neurótica. Eles são ‘hippies’ que levam a vida com leveza e tranquilidade. A protagonista planeja minuciosamente reformas irrelevantes, enquanto eles pensam em formas criativas e objetivas de se salvarem da inundação.

Quando o Cosmos começa a pegar parte do assoalho para construir um barco, Rosa fica especialmente irritada.

Sem eles qualquer reforma perderia o sentido

O que ela não percebe, todavia é que os recursos de sua casa eram os únicos disponíveis ali quando todos eles partem. Ela fica sozinha e percebe que suas neuroses tinham uma única intenção a de construir um lar para si mesma.

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O que ela é incapaz de perceber, todavia é que o que fazia daquele local um lar eram justamente os amigos que lá viviam.

Sem eles qualquer reforma perderia o sentido. De certa forma esse último capítulo também revisa o tema do primeiro ao ativar a alavanca construída por Cosmos uma metáfora, um insight.

José consegue finalmente voar se livrando de sua ideia fixa de reformar a casa.

A mansão se levando do solo simboliza sua mente se levando ao estado de paz absoluta. Navegando ao lado de seus amigos e apreciando pela primeira vez a plenitude da existência.

Esse final traz uma mensagem de esperança de que precisamos de leveza tranquilidade e espiritualidade, para conseguirmos lidar com as eventuais frustrações e catástrofes da vida.

Qual foi o capítulo que mais te marcou?

Via: Minutos de Sanidade (Youtube)

Comentários

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  1. Tudo que está escrito aqui, foi dito por um psicólogo do canal do YouTube, minutos de sabedoria, por isso deve ter esses erros, foi um copia e cola.

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