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Euphoria: Sobre o Roteiro e Fotografia, Vale a Pena Assistir?

Às vezes aparecem séries que chamam a atenção pela ousadia. Euphoria HBO com certeza é uma dessas e consegue se destacar pelo enredo bem amarrado, mas, principalmente, pelas questões técnicas e artísticas.

A história se passa nos Estados Unidos, e nos apresenta sua protagonista, Rue (Zendaya), uma adolescente que enfrentar problemas com drogas e precisa ser internada em uma clínica de reabilitação.

Na primeira temporada, Rue acabou de retornar da rehab e precisa retomar a vida em uma cidade pacata onde todos sabem exatamente o que ela passou.

No entanto, a garota não está disposta a se manter “limpa”, e logo procura pelo seu traficante e amigo Fezco (Angus Cloud).

Tudo parece um bom velho roteiro sobre descobertas na juventude e a problemática das drogas inserida nessa faixa etária. Mas, Euphoria surpreende justamente por ir muito além do clichê.

As Cores e a Direção de Arte de Euphoria

Já no primeiro episódio nos deparamos com a proposta ousada da série da HBO. Antes de atingirmos os 5 minutos iniciais somos completamente inseridos em sua narrativa e também na sua proposta artística.

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  • A primeira viagem:

Rue faz sua primeira “viagem” a base de cocaína e somos postos em contato com a proposta visual da série: muitas cores, muitos takes e uma edição de som impecável. A intenção é tirar o fôlego – e tira mesmo.

Isso – assim como os outros episódios – é narrado pela própria personagem, mas não sabemos em que tempo ela está, tampouco se Rue se recuperou ou não do seu vício. É como se o espectador estivesse sentado frente a frente com ela, ouvindo a história como um velho amigo faria.

As cores marcarão presença em todo o decorrer da temporada. Elas atribuem um importante tom psicodélico a experiência que o seriado propõe, e cumprem um papel importantíssimo na impressão Euphoria pretende – e consegue – causar.

A Pornografia em Euphoria

Como era de se esperar, a vida sexual de adolescentes vivendo em um universo regado a drogas também se torna pauta importante da trama. Isso é feito de maneira muito explicita e com pouco pudor.

Certamente, a nudez – considerada por algumas pessoas como excessiva – não é injustificada e muito menos vazia.

Ademais, Euphoria aborda questões de aceitação do corpo, levanta a problemática do fácil acesso à pornografia – tanto para consumo quanto para produção dela – e toca em um assunto que não deveria mais ser polêmico: gênero.

Assim somos apresentados a Jules (Hunter Schafer), a garota nova da cidade que se torna a melhor amiga de Rue. Novamente Euphoria quebra padrões ao inserir uma personagem (e uma atriz) trans na trama.

A história passeia pelo envolvimento dela com a protagonista. O espectador não sabe se são apenas boas amigas ou se existe um sentimento amoroso surgindo – e essa dúvida perdura por muito tempo.

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Portanto, cenas de sexo no decorrer da série são intensas, fortes e chocantes. Por isso mesmo a classificação indicativa é 18 anos – e se você não mora sozinho é interessante assistir com fone de ouvido para não passar por um constrangimento.

Vale A Pena Assistir?

Euphoria é uma série de altíssima qualidade. A direção de arte e a edição de som são destaques que ganharam muitas críticas positivas tanto do público quanto da imprensa.

Zendaya foi indicada ao Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática por sua atuação como Rue, o que prova a qualidade que a temporada carrega com um elenco tão jovem e tão bem preparado.

É uma grata surpresa para quem gosta de séries mais ousadas, que brincam com jogos de cena, direção de arte e fotografia. Euphoria teve sua trama renovada para uma segunda temporada ainda sem previsão de lançamento.

Por: Cíntia Carvalho

Trailer da série Euphoria HBO

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