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Imagem do anime Beastars netflix
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Beastars O Lobo Bom: Um deleite visual para os fãs de anime

A Netflix tem cumprido o seu papel quando o assunto é trazer para o streaming obras de qualidade. Beastars – o Lobo bom é mais um exemplo de sucesso para os fãs de anime.

A história foi criada originalmente por Paru Itagaki, uma das artistas mais emblemáticas do Japão.

Ela é conhecida por manter uma vida reservada e usar uma máscara de galinha para esconder a sua face durante eventos e aparições públicas em geral.

O motivo para isso: Paru acredita que mangakas, sobretudo as mulheres, têm muito mais a perder do que a ganhar quando mostram seus rostos.

Por si só isso já sugere que estamos diante de uma artista um tanto complexa e interessante para os fãs de anime. Beasters (que estreou no Japão em novembro de 2019 e chegou à Netflix em março de 2020) vem para reforçar essa suposição.

A História por trás De Beasters e como cativou fãs de anime

Estamos diante de um universo onde animais assumiram uma forma antropomórfica. Eles estudam, trabalham e se vestem como seres humanos – muito parecido com o que foi oferecido pela Disney em Zootopia.

Por outro lado, as semelhanças acabam aí. Em Beasters o clima é muito mais pesado e tenso, o que nos leva por um roteiro muitas vezes assombroso.

Conhecemos dois grupos de animais: os carnívoros e os herbívoros. Códigos de ética e comportamento pregam a paz entre os grupos, principalmente na escola. Mas, naturalmente carnívoros costumam adotar um perfil dominante.

A história começa quando um aluno herbívoro, uma alpaca chamada Tem, é assassinada por um carnívoro. A tensão se espalha por Cherryton School, onde o roteiro se desenvolve.

O protagonista é Legoshi, um lobo cinzento que é melhor amigo de Tem. Quando a alpaca é assassinada, Legoshi começa a questionar a periculosidade de ser um carnívoro entre herbívoros, e começa, pela primeira vez, a responder involuntariamente aos seus instintos de caça.

Beasters o lobo bom

Bullying, Machismo E Aceitação

A história traz personagens muito bem construídos e interessantes. A coelha Haru é um bom exemplo disso.

Apesar de um comportamento tímido e pouco exacerbado, a herbívora mantém uma vida sexual muito ativa – fazendo alusão à espécie – mas que é extremamente criticada e comentada na escola – o que faz alusão ao machismo.

Existem deslizes e desvios no roteiro que fazem com que a obra, sobretudo no arco de Haru, não seja perfeita. Mas, a proposta de temas como esse dentro de uma trama que traz esse aspecto fabuloso com certeza é um ponto positivo.

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Imagem do Anime Beastars da Netflix

Curiosidades Da Animação Beasters

O que com certeza chama a atenção nessa produção é a qualidade e a beleza da arte. Beasters é impecável nesse quesito, e tem cenas de tirar o fôlego e disparar o coração – o primeiro encontro tenso entre Haru e Legoshi, por exemplo, é uma obra-prima.

Embora pareça um anime 2D, a obra foi desenvolvida em computação, o que faz com que a tecnologia 3D obviamente contribua muito para a qualidade das cenas.

Em suma, é possível perceber que houve um grande esforço para se aproximar ao máximo dos traços da autora. E com certeza essa missão foi cumprida com maestria.

Outra grata surpresa é a abertura, que difere de tudo o que você já viu em animes. Beasters traz uma abertura em stop-motion. Parece que você está assistindo a uma cena obscura de “O Fantástico Senhor Raposo”.

A trilha sonora é animada, mas consegue trazer toda a tensão do anime. É um prato cheio para quem é fã de aberturas – e cá entre nós, fã de anime que pula a abertura não merece confiança.

A segunda temporada foi confirmada, mas ainda não tem data de lançamento. Beasters não é uma obra impecável, mas merece atenção e com certeza faz jus ao burburinho que tem gerado.

 

 

 

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